• Home
  • Blog
  • Notícias

O Que o Mundial de Futebol Nos Ensina Sobre Vendas, Influência e Trabalho em Equipa

 
Por Miguel Ângelo
 

Num Mundial, todos os países sonham com a mesma coisa, levantar a taça. Nas empresas acontece exatamente o mesmo, todos querem crescer, vender mais, conquistar clientes e superar a concorrência. Mas há uma diferença importante entre desejar ganhar e conseguir ganhar.

O Mundial mostra-nos que o talento individual é importante, mas raramente é suficiente. Tomemos como exemplo Cristiano Ronaldo, provavelmente um dos atletas mais competitivos da história e um exemplo extraordinário de disciplina, preparação física, resiliência e ambição. Mas mesmo Cristiano nunca ganhou um jogo sozinho. Por mais golos que marque, continua a precisar de quem recupere bolas, faça assistências, organize a equipa e crie espaços. Nas empresas acontece o mesmo. O melhor vendedor do mundo não consegue entregar o produto, resolver problemas de logística, gerir reclamações ou desenvolver novas soluções sozinho.

O sucesso é sempre uma combinação entre talento individual e eficácia coletiva. E é aqui que surge a gestão dos egos, quiçá um dos maiores desafios das equipas. Num balneário existem estrelas. Numa empresa também. Existem pessoas que vendem mais, aparecem mais, têm mais experiência ou recebem mais reconhecimento. O desafio aqui não é eliminar os egos, é colocá-los ao serviço da equipa.

A seleção portuguesa dos últimos anos é um excelente exemplo disso. Jogadores como Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo têm estatuto para querer ser protagonistas em todos os momentos. Mas as equipas vencedoras percebem uma verdade fundamental, nem sempre o melhor jogador é quem marca o golo. Por vezes é quem faz o passe, outras vezes é quem recupera a bola, outras ainda é quem corre para abrir espaço sem aparecer na fotografia. Tal como nas vendas, nem sempre quem fecha o negócio foi quem criou a oportunidade, nem sempre quem recebe os aplausos foi quem fez o maior esforço.

A influência verdadeira começa quando percebemos que ganhar em equipa é mais 
importante do que brilhar sozinho.

Outra lição poderosa do Mundial é a diferença entre motivação e disciplina. No primeiro jogo todos estão motivados, mas no último prolongamento dos quartos de final já não é a motivação que está em causa. É disciplina. É preparação. É a capacidade de continuar quando o corpo pede para parar. Vemos o mesmo nas organizações. É fácil estar motivado quando os resultados aparecem. Porém, o verdadeiro teste surge quando os clientes adiam decisões, os objetivos parecem distantes ou a concorrência ganha terreno. E aí que as equipas campeãs se distinguem das demais.

Por fim, há uma lição que atravessa gerações. Quando falamos de Eusébio da Silva Ferreira não recordamos apenas os golos. Recordamos também a inspiração, a capacidade de elevar quem estava à sua volta. E essa é talvez a definição mais poderosa de liderança e influência.

Influenciar não é obrigar, nem é mandar, nem controlar. É criar condições para que os outros deem o melhor de si. Tal como no futebol.

Tal como nas vendas. Tal como nas equipas. Porque no fim, as taças podem ser levantadas
por uma pessoa, mas são sempre ganhas por uma equipa.